Trajetória

Meu trabalho clínico também nasce de uma história de mudanças.

Sou psicóloga clínica, psicoterapeuta de base antroposófica, aconselhadora biográfica e arteterapeuta de base junguiana. Minha trajetória profissional também é uma história de mudanças, busca de sentido e escolhas conscientes.

Talvez por isso eu tenha especial interesse pelos momentos em que aquilo que nos trouxe até aqui já não parece suficiente para nos levar adiante.

Michele Pereira em retrato vertical no consultório
Psicologia Antroposófica e Biografia Humana

Da Psicologia nas organizações à clínica

Formei-me em Psicologia em 2006 e iniciei minha trajetória profissional em Recursos Humanos e Desenvolvimento Humano e Organizacional. Durante aproximadamente 15 anos, trabalhei com desenvolvimento de pessoas, liderança, cultura e relações de trabalho, passando por organizações como Walmart, Grupo Ultra e Ultragaz.

Essa experiência me aproximou das muitas dimensões que o trabalho ocupa na vida humana: identidade, realização, pertencimento, relações, reconhecimento e sentido. Também me permitiu conhecer de perto as pressões do mundo organizacional e os momentos em que uma trajetória profissional deixa de corresponder àquilo que uma pessoa deseja construir para sua vida.

Anos depois, eu mesma viveria uma transição dessa natureza.

O Panorama Biográfico que atravessou minha história

Antes de me tornar aconselhadora biográfica, vivi o Panorama Biográfico como cliente. Olhar para minha própria trajetória, reconhecer seus ciclos, acontecimentos marcantes e fios condutores foi decisivo para compreender o momento que eu vivia.

A experiência me levou a iniciar uma formação de cinco anos em Aconselhamento Biográfico e contribuiu para uma escolha importante: deixar o vínculo com o mundo corporativo e construir uma atuação profissional mais coerente com aquilo que eu desejava realizar.

Aos 35 anos, fiz essa transição e passei a me dedicar à clínica. Minha trajetória anterior, no entanto, não ficou para trás. Hoje, ela amplia minha compreensão sobre crises e transições de carreira, relações profissionais, liderança, escolhas e os diferentes momentos em que somos chamados a reconsiderar os rumos da própria vida.

Minha formação e minhas referências

Tenho formação em Psicoterapia de Base Antroposófica, Aconselhamento Biográfico e Caminho Iniciático pelo Sagres Centro Antroposófico de Educação, Arteterapia de base junguiana e especialização em Psicologia Organizacional e do Trabalho. Também possuo formação em Coaching pela EcoSocial, Consultoria de Base Antroposófica e Segurança Psicológica.

Mantenho estudo contínuo da obra de Carl Gustav Jung e Viktor Frankl, além de Comunicação Não Violenta e abordagem sistêmica. Integro essas referências ao redor da Antroposofia, que não é apenas uma técnica em minha prática, mas uma visão de ser humano com a qual me identifico profundamente.

O que sustenta meu trabalho

Compreendo o trabalho terapêutico como um encontro entre duas individualidades. Minha forma de trabalhar combina profundidade e estrutura. Procuro sustentar uma escuta atenta, acolher o que precisa ser acolhido e também formular perguntas que possam abrir novas perspectivas.

Não ofereço respostas prontas sobre como alguém deveria viver. Meu papel é acompanhar cada pessoa na compreensão de sua história, de seus movimentos e de seus recursos, para que possa ampliar a consciência sobre si e fazer escolhas com maior liberdade e responsabilidade diante da própria vida.

Para além do consultório

Atualmente, integro a diretoria da Associação Brasileira de Psicólogos Antroposóficos, a ABPA, contribuindo para o desenvolvimento e o fortalecimento da Psicologia Antroposófica no Brasil.

Também participo do Conselho Deliberativo e da Coordenação de Famílias da Escola Waldorf Francisco de Assis. Minha relação com a Antroposofia, portanto, não se restringe à prática clínica. Ela atravessa meus estudos, minha atuação profissional e minha participação em espaços de construção comunitária.

Uma história continua sendo escrita.

Minha própria trajetória me ensinou que mudanças importantes nem sempre começam com respostas. Muitas vezes, começam quando conseguimos olhar com mais atenção para as perguntas que a vida está nos fazendo.

É desse lugar que acompanho quem chega até mim: com respeito pela história já vivida e abertura para aquilo que ainda pode ser construído.

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